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Metrópoles

Metrópoles
Leonardo Santana & Maurício Fig
Série Corisco, nº 6.
João Pessoa: Marca de Fantasia, 2008. 40p. 14x20cm. R$12,00.
ISBN 978-85-87018-81-6

Os quadrinhos brasileiros não raro vivem da cópia sem cerimônia dos modelos importados e em voga no momento. Desde os eternos super-heróis dos mais variados matizes até a coqueluche do mangá. Apenas para os mais jovens, costumava-se chamar de “coqueluche” aquilo que se disseminava rapidamente e por toda parte, como uma epidemia. O mangá é isso, espalhou-se pelo mundo de forma devastadora inspirando e induzindo a expressão gráfica de novos e velhos autores.

Há, felizmente, os resistentes na arte dos quadrinhos, como em tudo na vida. O novo, é claro, está menos na repetição dos padrões vigentes que na experimentação, ou, ainda mais, no que pode ser mais simples, no que expresse mais o universo pessoal. A esse tipo de quadrinhos podemos chamar de autoral, por ser incomparável em seu aspecto gráfico e textual, como uma caligrafia, uma linguagem própria de seu autor.

É nessa premissa que enxergamos Metrópoles, série de histórias em quadrinhos escritas por Leonardo Santana e desenhadas por Maurício Fig. São pequenas narrativas centradas no quotidiano das grandes cidades que expõem de forma instigadora o complexo jogo de interesses e relacionamentos de seus habitantes. Embora as histórias possam se situar em qualquer grande cidade do planeta, a obra de Leonardo e Maurício deixa pistas que retratam a particularidade de nossas metrópoles, seja pela figura do trombadinha cheirando cola, seja pela ironia de certos letreiros afixados no cenário urbano.

Há um alto grau de pessimismo nas histórias, que é o fruto do desencanto de um futuro digno para nosso país, mas isso não tira o brilho do trabalho. Ao contrário, dá-lhe um caráter crítico que o alça da banalidade comum da maioria das produções em quadrinhos. As histórias são contos, récitas impactantes que nos levam à reflexão, cujo peso mais incomoda que nos dá prazer. Mas há também um alívio para quebrar o paradigma de que os quadrinhos autorais devam ser negativos. A história “Cláudia encontra a felicidade” é um momento poético bem construído que toca a sensibilidade do leitor.

Metrópoles é uma obra simples e por isso mesmo plena de significações. É uma prova de que os quadrinhos podem falar de nossa gente, nossos costumes sem mergulhar nos clichês ou apelar para regionalismos e muito menos copiar fórmulas importadas e desgastadas.

H. Magalhães

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