Maria rompe o imediatismo
da luta político-partidária para reivindicar a liberdade amorosa como força revolucionária
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Maria: a maior das subversões


Henrique Magalhães
Lisboa: Editora Polvo, Colecção De Bom Humor, 9. Novembro 2017. 64p. 16,5x22cm.
Editor: Rui Brito. www.polvo-editora.com, polvoeditora@gmail.com
ISBN 978-989-8513-74-8.
Co-edição Marca de Fantasia.

1984 foi um ano emblemático para o Brasil. A ditadura civil/militar instalada no país há vinte anos chegava aos últimos estertores, mas mostrava ainda alguma força ao vencer, com os seus aliados no Congresso Nacional, a campanha das “Diretas já”, movimento pelo reestabelecimento das eleições diretas através do voto popular. Maria havia se engajado nessa luta desde sua origem, em 1975, contra as arbitrariedades políticas, a censura e as restrições aos direitos civis.

Havia pouco tempo, tinha lido 1984, do escritor inglês George Orwell, que me marcara profundamente. Maria já vinha tomando outro rumo em sua verve contestatória, ampliando seu universo crítico a outros matizes além da situação político-institucional. Fazendo eco aos movimentos ditos minoritários – feminista, negro, gay e pela causa indígena –, Maria tornou-se protagonista no país da luta pelos direitos dos homossexuais, contra o preconceito e a discriminação.

O livro de Orwell foi marcante ao fazer a oposição entre o totalitarismo encarnado no “Grande Irmão” e a resistência na relação amorosa, que une e transforma, tornando-se efetivamente a maior das subversões. Com esse mote, Maria focalizou a reação às forças reacionárias e conservadoras no amor na sua vertente homossexual/lésbica, tão estigmatizado em uma sociedade machista e preconceituosa como a brasileira.

As histórias que apresentamos nesta edição – inicialmente publicadas a partir de 1984 e aqui e ali com muito ligeiras atualizações, mostram a inflexão na criação de Maria, que migrou da luta objetiva contra o poder político de exceção a um contexto mais abrangente, intimista, societário, dando destaque aos conflitos do cotidiano. Com isso, Maria passou a mirar o ser humano intemporal e universal como objeto de suas reflexões.

O segundo volume de Maria pela editora Polvo apresenta esse momento de transformação da personagem, cujo desenvolvimento continua até o presente, juntamente com outras figuras de seu mundo imaginário.

Henrique Magalhães (prefácio ao álbum)

    
Páginas do álbum Maria: a maior das subversões


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Henrique Magalhães
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N. 9. Agosto 2017. Tiras de Henrique Magalhães e Cristovam Tadeu.


Marca de Fantasia
Setembro de 2017

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