As tiras humorísticas tiveram grande projeção no país durante o regime ditatorial por seu teor crítico sobre a realidade. Ainda hoje continuam presentes como uma das expressões mais fortes de nossos quadrinhos.

 

Humor em pílulas:
a força criativa das tiras brasileiras


Henrique Magalhães
Paraíba: Marca de Fantasia, 2015.
Série Quiosque, 16, 2ed. 100p. 14x20cm. R$25,00.
ISBN 978-85-67732-41-1

O humor esteve na gênese dos quadrinhos, que surgiram em várias partes do mundo com a disseminação da imprensa, em meados do século XIX. Fazendo sátiras políticas e de costumes, algumas séries e personagens se tornaram célebres e foram referências para outras criações, a exemplo de Monsieur Vieux-Bois, do suíço Rodolphe Töpffer, em 1927, de Max und Moritz, do alemão Wilhelm Busch, em 1865, dos Katzenjammer Kids (Sobrinhos do Capitão), do estadunidense Rudolph Dirks, em 1897 e de As aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma viagem à Corte, do ítalo-brasileiro Angelo Agostini, em 1869. No entanto, foi com a criação de Mutt & Jeff, por Bud Fisher, em 1907, que as histórias em quadrinhos humorísticas ganharam seu formato preferencial, as tiras diárias, predominante até hoje.  

Apesar da massificação dos quadrinhos imposta pelos syndicates estadunidenses, os autores locais respondem com o que lhes é mais caro, sua identidade. O humor local é trabalhado a partir de um código linguístico particular, pertencente aos que vivenciam uma cultura ou situação determinada. Normalmente é um humor de difícil tradução, pois requer o conhecimento de elementos indissociáveis da vivência quotidiana.  

Os brasileiros exploram muito bem esse tipo de humor, impulsionados que foram por uma situação limite. A propagação das tiras no país se deu exatamente no período do regime ditatorial, entre as décadas de 1960 a 1980, quando despontaram inúmeros cartunistas com tiras de teor político, fazendo uma leitura crítica da realidade. Esse tipo de humor não se restringiu às tiras de jornais, mas se expressou na criação do jornal Pasquim, ícone de jornal alternativo, questionador e humorístico, que por sua vez influenciou um sem números de autores espalhados por todo canto do país. O livro Humor em pílulas: a força criativa das tiras brasileiras , agora em segunda edição atualizada, trata desses assuntos relacionados às tiras, captando o interesse crescente do meio acadêmico em seu estudo.

Henrique Magalhães


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Marca de Fantasia
Outubro de 2017

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