imaginário!
Issn 2237-6933

N. 10 - junho de 2016

Revista do Grupo de Pesquisa em História em Quadrinhos - GPHQ - do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPB


Marca de Fantasia
Rua Maria Elizabeth, 87/407
João Pessoa, PB. 58045-180
Brasil
Tel.: (83) 998.499.672
marcadefantasia@gmail.com
www.marcadefantasia.com

A editora Marca de Fantasia é uma atividade da Associação Marca de Fantasia, CNPJ 19391836/0001-92
e um projeto do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPB

Editor/editoração:
Henrique Magalhães

Conselho Editorial:
Alberto Pessoa, UFPB;
Edgar Franco, UFG;
Edgard Guimarães, ITA/SP;
Gazy Andraus, UNIMESP;
Henrique Magalhães, UFPB;
Marcelo Bolshaw, UFRN;
Marcos Nicolau, UFPB;
Paulo Ramos, UNIFESP;
Roberto Elísio dos Santos, USCS/SP; Waldomiro Vergueiro, USP;
Wellington Pereira, UFPB

Equipe editorial:
Alessandro Reinaldo, Alex de Souza,
Dandara Palankof, H. Magalhães, Marcelo Soares e Paloma Diniz
Capa - H. Magalhães sobre reprodução da capa de Fables/DC Comics.

Colaboram nesta edição:
Amaro Xavier Braga Júnior, Ana Paula Rodrigues Ferro, Ednelson João Ramos e Silva Júnior, Francisco Ednardo Pinho dos Santos, Gabriela Gelain, Gazy Andraus, Gustavo Henrique de Souza Leão, Janaina Freitas Silva de Araújo, Jozefh Fernando Soares Queiroz, Karen Luiza Ferreira da Silva Tenório, Marcelo Bolshaw Gomes, Paulo Ricardo de Oliveira, Valéria Yida

 

imaginário! 10
Editor: Henrique Magalhães
Paraíba: Marca de Fantasia: junho 2016. 218p. ISSN 2237-6933
Edição em pdf: <imaginario! 10>

imaginário! é uma revista do Grupo de Pesquisa em História em Quadrinhos - GPHQ - do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal da Paraíba. É voltada às histórias em quadrinhos e demais expressões da Cultura Pop ligadas à representação imagética. Publica-se artigos, ensaios, entrevistas e resenhas de Doutores, Mestres, pós-graduandos, graduandos e outros pesquisadores, que contribuem para o enriquecimento do estudo das artes.

Apresentamos o resumo das matérias da atual edição, que pode ser lida na íntegra baixando-se gratuitamente o arquivo pdf em <imaginario! 10>

Editorial: Reafirmando o/a Imaginário!
Henrique Magalhães

O fluxo semestral de artigos recebidos para publicação na revista
Imaginário! tem sido muito bom, bem como a qualidade dos trabalhos produzidos por pesquisadores de todo o país voltados aos quadrinhos, artes visuais e outras manifestações da Cultura Pop. Isto, é claro, é uma honra para nós, que produzimos a revista conjuntamente com o grupo de pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Culturas Midiáticas da UFPB. É uma demonstração, também, de que estamos acertando no objetivo de divulgação das pesquisas sobre nosso objeto de estudo com empenho e criatividade.

Como suporte digital, poderíamos fazer uma revista que publicasse todos os textos recebidos e confirmados por nosso conselho editorial, mas isso resultaria em um arquivo demasiado grande. Preferimos trabalhar com uma revista enxuta, compacta, que facilite a leitura e priorize a diversidade temática. Outra decisão é de garantir que a publicação abra espaço a diversos níveis acadêmicos, desde trabalhos de iniciação científica da Graduação a artigos produzidos por Professores Doutores atuantes na Pós-Graduação. A edição de trabalhos dos iniciantes - sem abrir mão da qualidade dos textos - significa o incentivo à entrada no desafiador e fascinante universo da pesquisa acadêmica.

Por esses traços, nem todos os trabalhos enviados são publicados
imediatamente, mas poderão entrar nas edições vindouras,
ficando arquivadas para nova seleção. Alguns estarão sujeitos
a revisão com o objetivo de se aproveitar ao máximo os artigos enviados. Conjuntamente estamos construindo nosso/a Imaginário!

Muito além da adaptação:
processos criativos na estética de Fables da DC Comics

Amaro Xavier Braga Júnior
Janaina Freitas Silva de Araújo

O trabalho parte da análise da HQ Fábulas (Fables), publicada pela DC Comics, a partir do engendramento lógico da semiótica Peirceana na análise da composição dos desenhos, enquadramentos e concepções visuais das personagens, aliado à noção de intertextualidade. A partir de amostragem intencional se desenvolveu a análise semiótica e sua correlação com o processo de readaptação dos contos em ficções quadrinizadas. Investiga a associação entre os textos originais das fábulas e contos infantis e suas versões quadrinizadas quanto ao seu nível de integridade e variação criativa, inclusive em referência às questões de ordem imagética como os desenhos das cenas, capas e personagens, seus efeitos de cores sobre traçados de preenchimento e composição. Os resultados levam à conclusão que o processo de adaptação usado em Fables perpassa um momento de recriação artística de modo a remeter ao material original sem a preocupação de fidelizá-lo pela reprodução, mas pela verossimilhança arguitivo-simbólica.

A matéria fantástica do sonho:
Shakespeare e os limites da arte na obra de Neil Gaiman

Gustavo Henrique de Souza Leão

Neil Gaiman já se firmou como um dos maiores autores de histórias em quadrinhos de todos os tempos. Através da leitura de um dos volumes de Sandman, série responsável pelo reconhecimento de seu trabalho pelo grande público, podemos verificar o modo como o autor dialoga com a já estabelecida alta literatura, no caso a obra de Shakespeare. Utilizamos para isso os apontamentos de Todorov sobre a literatura fantástica e os de Will Eisner a respeito do estilo. A partir daí percebemos que Gaiman e Charles Vess, desenhista do volume analisado, problematizam os limites entre diferentes gêneros artísticos e refletem sobre a arte e o procedimento artístico.

A cidade de Gotham na novela gráfica Batman: Ano Um
Valéria Yida

Este artigo analisa o papel da cidade de Gotham na novela gráfica Batman: Ano Um (1987), com o propósito de entender como o dispositivo da história em quadrinhos permite que se ampliem as possibilidades do uso da cidade como elemento fundamental da narrativa. Autores como Will Eisner, Frank Miller, H. P. Lovecraft e Luiz Nazário estudam a cidade imaginária e sua importância nas narrativas modernas, pois ela atua como personagem e não como mero cenário. Conclui-se que Gotham afeta a vida de seus habitantes de modo a conduzir a história.

Sob máscaras e fantasias:
dupla identidade e segredos nas histórias em quadrinhos de super-heróis

Paulo Ricardo de Oliveira

Tendo como tema as identidades secretas dos super-heróis das Histórias em Quadrinho, este estudo tem como objetivo abordar a temática citada, por meio de um estudo interdisciplinar, contando com opiniões e pontos de vistas de diferentes especialistas nas HQs, e relacionando-
as com conhecimentos e conceitos de estudiosos de outras áreas. A pesquisa se deu por meio de análise bibliográfica em livros, artigos e, também de entrevistas. Ao final deste artigo espera-se que o leitor tenha uma visão mais aprofundada sobre o super-herói, bem como uma maior identificação e associação destes personagens com o comportamento dos indivíduos reais em nossa sociedade.

O narrador nos quadrinhos:
apontamentos para tipologia e periodização

Francisco Ednardo Pinho dos Santos

Este artigo parte da concepção de que os quadrinhos se fundam em uma tensão básica entre o verbal e o não verbal, cabendo ao quadrinhista optar por um desses polos a cada informação narrativa que precisa ser veiculada. Como nem tudo pode ser simplesmente mostrado através da arte gráfica, frequentemente se faz necessário instaurar uma voz narrativa no texto, e essa voz pode assumir diferentes configurações, constituindo tipos diferentes de narrador. O artigo, assim, apresenta reflexões que podem embasar uma tipologia de narradores nos quadrinhos, relacionando esses tipos à datação histórica em que tiveram maior aceitação por parte do público.

Traços mortos-vivos:
o tratamento dos zumbis em Manga of the Dead

Ednelson João Ramos e Silva Júnior
Karen Liza Ferreira da Silva Tenório
Prof. Me. Josefh Fernando Soares Queiroz

Como corpus para este artigo, escolhemos o mangá Manga of the Dead (2013), uma vez que ele poderia fornecer a oportunidade para averiguarmos como a cultura japonesa se apropria desse monstro no âmbito das narrativas gráficas. A partir da escolha do corpus, formulamos os seguintes questionamentos: como os recursos do mangá são utilizados em Manga of the Dead? Quais são os elementos agregados aos zumbis e como eles contribuem ou não para a compreensão das narrativas em distintos cenários socioculturais? Como base-teórica principal, adotamos Eisner (2005) e Braga Jr. (2011). Por fim, concluímos que os recursos do mangá são utilizados em consonância com o gênero de cada história e que os zumbis em Manga of the Dead são carregados de atributos já construídos e usados incontáveis vezes.

I Love Castle:
quando a narrativa estuda a narratividade

Marcelo Bolshaw Gomes

O presente texto estuda Castle (2009-2016), uma série de televisão
americana produzida e exibida pela ABC. O seriado conta a história
de Richard Castle (Nathan Fillion), um escritor bem-sucedido de romances policiais, e Kate Beckett (Stana Katic), uma detetive de homicídios
de Nova Iorque. O trabalho tem por objetivo descrever os esquemas
e modelos narrativos utilizados no seriado.

Zineiros da cena punk/hardcore:
capital subcultural, classe social e consumo

Gabriela Gelain

Este artigo tem por objetivo central compreender como o capital subcultural se articula à classe social na vida e nas publicações dos editores de fanzines impressos, os zineiros da cena punk hardcore do Brasil. Realizamos um estudo de caso com onze zineiros de diferentes classes sociais: quatro de classe média alta, quatro de classe média e três de classe média baixa. A descrição e análise dos dados revelaram que os zineiros realizam um diferente consumo de mídia hegemônica como leitura de jornais, revistas, programação de canais de TV por assinatura e programas de rádio. A mídia preferida dos zineiros é o livro, assim como a internet, que é utilizada com alta frequência. O capital subcultural (THORNTON, 1995) pode ser percebido nos fanzines pela questão estética e nos zineiros através das falas sobre bens culturais adquiridos, como coleções de CDs e discos de vinil de punk e hardcore, das tatuagens e da opção ou não pelo vegetarianismo. A observação dos “rituais” de criação dos fanzines revelou notórios contrastes de classe social entre a subcultura zineira vinculada ao punk no Brasil.

Resenha
A linguagem dos quadrinhos: definições, elementos e gêneros
Ana Paula Rodrigues Ferro

Resenha
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Gazy Andraus

Leia a edição completa em pdf: <imaginario! 10>

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