imaginário!
Issn 2237-6933

N. 9 - dezembro de 2015

Revista do Grupo de Pesquisa em História em Quadrinhos - GPHQ - do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPB


Marca de Fantasia
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Brasil
Tel.: (83) 988.851.211
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www.marcadefantasia.com

A editora Marca de Fantasia é uma atividade da Associação Marca de Fantasia, CNPJ 19391836/0001-92
e um projeto do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPB

Editor/editoração:
Henrique Magalhães

Conselho Editorial:
Alberto Pessoa, UFPB;
Edgar Franco, UFG;
Edgard Guimarães, ITA/SP;
Gazy Andraus, UNIMESP;
Henrique Magalhães, UFPB;
Marcelo Bolshaw, UFRN;
Marcos Nicolau, UFPB;
Paulo Ramos, UNIFESP;
Roberto Elísio dos Santos, USCS/SP; Waldomiro Vergueiro, USP;
Wellington Pereira, UFPB

Equipe editorial:
Alessandro Reinaldo, Alex de Souza,
Dandara Palankof, H. Magalhães, Marcelo Soares e Paloma Diniz
Capa - Paloma Diniz

Colaboram nesta edição:
Ana Paula Ferro, Dandara Palankof e Cruz, Havane Melo, Iêda Lima Santos, José Luiz dos Santos, Júnior Pinheiro, Oscar William Simões Costa, Roberto Elísio dos Santos, Selma Regina Nunes Oliveira, Victor Souza Pinheiro, William de Lima Busanello

imaginário! 9
Editor: Henrique Magalhães
Paraíba: Marca de Fantasia: dezembro 2015. 153p. ISSN 2237-6933
Resenha: <imaginario! 9>
Edição em pdf: <imaginario! 9>

imaginário! é uma revista acadêmica do Grupo de Pesquisa em História em Quadrinhos - GPHQ - do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal da Paraíba. É voltada às histórias em quadrinhos e demais expressões da Cultura Pop ligadas à representação imagética. Publica-se reflexões em forma de artigos, ensaios, entrevistas e resenhas de Doutores, Mestres, pós-graduandos, graduandos e outros pesquisadores, que contribuem para o enriquecimento do estudo das artes.

Apresentamos, a seguir, o resumo das matérias publicadas na edição, que pode ser lida na íntegra ao baixar gratuitamente o arquivo pdf <imaginario! 9>

Fetiche, Imaginário e Quadrinhos:
a comunicação através do dress-code

Havane Melo; Selma Regina Nunes Oliveira

Este trabalho explora o fetiche em suas diversas formas. Baseado nos estudos de Freud, apresentando-o como um tipo de parafilia para depois explorar seu imaginário e sua interferência sobre os meios de comunicação predominantemente visuais, especialmente as histórias em quadrinhos. Para tanto, utilizamos como metodologia a análise do conteúdo imagético de alguns trabalhos específicos de quadrinhos que utilizam a ideia de fetiche para expandir suas narrativas. Levamos em consideração a construção do dress-code para comunicação do imaginário e a utilização deste conceito nas obras analisadas. Assim, procuramos esclarecer como o fetiche, a moda e o dress-code auxiliam na transmissão do imaginário utilizando como suporte as HQs.

O casamento de Estrela Polar:
a evolução da representação social LGBT no imaginário ficcional das HQs de super-heróis
Dandara Palankof e Cruz

O presente trabalho tem como objetivo apresentar a evolução nas representações sociais LGBT nas histórias em quadrinhos norte-americanas do gênero de super-heróis, tomando como base o evento do casamento do personagem Estrela Polar – primeiro super-herói assumidamente gay. Sendo as histórias em quadrinhos parte significativa da cultura popular midiática, elas tornam-se também parte da construção de nosso imaginário coletivo; a partir dele, emergem discursos, que conduzem e validam comportamentos que norteiam nossas relações; daí, portanto, a importância das diversas representações de grupos sociais apresentadas nesse meio. O casamento de Estrela Polar, mostrado nas páginas da HQ mensal Astonishing X-Men #51 (Marvel Comics, 2013), foi reflexo da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo no estado de Nova York – conquista que foi resultado do intenso debate nas esferas públicas acerca dos direitos civis dos cidadãos LGBT; a história constituiu-se como um marco na representação social dessa minoria nas HQs do gênero, ainda marcado pelo discurso machista e homofóbico.

Eu sou Luther Blissett!
William de Lima Busanello

Luther Blissett não é uma pessoa real. Luther Blissett são todos, e não é ninguém. Fruto da luta contra todos os meios de comunicação de massa, indústria cultural, e o submundo da arte, o nome Luther Blissett hoje é um sinônimo de resistência cultural, subversão midiática, e também de diversão dadaísta. O Movimento surgiu em 1994 e se desintegrou em 1999. O seguinte artigo visa fazer um panorama do movimento, focando na base do projeto na região da Itália, e o relacionando a teorias sobre cultura do entretenimento difundida pela Escola de Frankfurt e a Internacional Situacionista.

Da poesia aos quadrinhos:
adaptação literária e arte sequencial

Roberto Elísio dos Santos; Ana Paula Ferro
Iêda Lima Santos; José Luiz dos Santos

A adaptação literária para os quadrinhos tem sido realizada com frequência há mais de 70 anos. Normalmente, os textos adaptados são ficções em prosa, que apresentam uma narrativa linear, personagens bem delineados e ambientação facilmente identificável. A poesia, por sua característica fluida e metafórica, impõe desafios para sua transposição para a arte sequencial. Este estudo, portanto, identifica como poemas podem ser transcodificados para uma narrativa que emprega traços, cores, tons, planos e ângulos.

Quadrinhos e cultura popular sob o olhar da folkmídia:
a presença de elementos folclóricos regionais na Turma do Xaxado

Júnior Pinheiro

Os quadrinhos são uma forma eficaz e criativa de transmissão de mensagens, pois se valem do discurso imagético, textual e simbólico. Em busca da aproximação com o público, seus autores, por vezes, recorrem ao uso de elementos das culturas pop, erudita, alternativa e popular, disseminando-as ou ressignificando-as. Criada em 1998, pelo cartunista Antônio Cedraz, a Turma do Xaxado, em suas narrativas, retrata o cotidiano do Sertão nordestino e se apropria de elementos regionais do Semiárido, como a seca, o latifúndio, o cangaço, além das tradições populares, folguedos, literatura de cordel e a religiosidade sertaneja. Este artigo intenta compreender as relações entre quadrinhos e cultura popular a partir da análise da Turma do Xaxado. Para melhor entendimento de tal fenômeno, recorreu-se à folkmídia, enquanto área da Folkcomunicação que investiga as formas de inter-relacionamento da mídia com o folclore. Os estudos folkmidiáticos demonstram que nem sempre a presença da cultura popular na mídia se dá de maneira afirmativa. Por meio do estudo de caso, pretende-se evidenciar a maneira como a Turma do Xaxado representa e difunde tal cultura, de forma não predatória, valendo-se do respeito e da reafirmação identitária.

Releituras do Super-herói Americano no pós-11 de Setembro:
a Grande Máquina e o Capitão América

Victor Souza Pinheiro

Este artigo analisa os perfis dos protagonistas das histórias em quadrinhos Captain America: Volume Four e Ex Machina, com o objetivo de elucidar as perspectivas particulares que reprocessam, em tais obras, o arquétipo do Super-herói Americano diante do trauma cultural após o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, em Nova York. Recuperando conceitos pertinentes como as noções de arquétipo e inconsciente coletivo de Jung, os ensaios de Eco sobre a potência alegórica dos super-heróis e as considerações de Chomsky e Derrida a respeito da conjuntura geopolítica pós-11 de Setembro, a investigação traça as bases simbólicas e ideológicas do arquétipo super-heroico a partir do pioneiro Superman, para então identificar e contextualizar as releituras críticas de tal modelo propostas pelas HQs examinadas – cujas abordagens divergem do discurso oficial do governo Bush e ecoam a insatisfação popular com os rumos da Guerra ao Terror. A pertinência dessas narrativas como objeto de estudo ratifica-se pela pujança metafórica de seus simulacros, com protagonistas que refletem problemáticas como o terrorismo e a corrupção governamental num gênero historicamente notório por conceber guerreiros nacionalistas em fantasias maniqueístas. Pretende-se, assim, revelar Captain America: Volume Four como uma defesa da transcendência do mito super-heroico, enquanto símbolo patriótico, sobre as idiossincrasias da agenda político-militar dos EUA; e Ex Machina como uma desconstrução dos valores ideológicos do Super-herói Americano, pregando sua decadência moral à luz da crítica ao intervencionismo do país.

Quadrinhos e Sociologia
Um debate viável e necessário na obra acadêmica “Quadrinhos e crítica social: o universo ficcional de Ferdinando”, de Nildo Viana (resenha)
Oscar William Simões Costa

Edição completa em pdf:<imaginario! 9>

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