Imaginário!
Issn 2237-6933

N. 2 - Julho de 2012

Editor: Henrique Magalhães
Ilustração da capa: Paloma Diniz
Editoração: H. Magalhães


Marca de Fantasia
Rua Maria Elizabeth, 87/407
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marcadefantasia@gmail.com
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A editora Marca de Fantasia é uma atividade da Associação Marca de Fantasia, CNPJ 19391836/0001-92
e um projeto do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPB



Imaginário! 2

A Imaginário! é uma revista eletrônica ligada ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal da Paraíba, que tem como propósito
a divulgação dos estudos voltados à cultura pop e às artes visuais, como história em quadrinhos, grafite, humor, animação, fanzine e game. Dela participam
professores e alunos do Programa e todos os interessados na área, por meio de artigos, entrevistas e resenhas.

Esta edição é dedicada exclusivamente às histórias em quadrinhos, numa demonstração de que a temática tem despertado cada vez mais a atenção dos estudiosos. Os eventos e publicações que tratam do universo das HQ têm se multiplicado no país e uma profícua produção independente tem se firmado para um público cada vez mais exigente. A Imaginário! vem contribuir com esse momento efervescente que vivemos, trazendo um aporte reflexivo para o desenvolvimento dessa arte.
H. Magalhães

Apresentamos, a seguir, o resumo dos artigos; a revista completa em pdf encontra-se em link no final da seção.

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Nerds que riem de si mesmo:
representações de um estereótipo através de tiras cômicas na web

Lucio Luiz

De um estereótipo altamente pejorativo para uma expressão que, embora ainda não totalmente desprovida de preconceitos, dá sinais de uma melhor aceitação pela sociedade, os nerds vêm ganhando cada vez mais espaço na indústria cultural. As tiras cômicas, especialmente as publicadas na internet, permitem uma análise de como esse estereótipo é interpretado pelas pessoas que nele estão inseridas. Essa pesquisa analisa quatro tiras cômicas ligadas ao “universo nerd”, buscando entender como essa autoimagem é desenvolvida num contexto humorístico, desconstruindo um conceito originalmente negativo com o uso do “rir de si mesmo”. O objetivo principal é indicar caminhos que permitam estudos sobre a forma como as tiras cômicas representam e desconstroem estereótipos.

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Processo de metalinguagem nas histórias em quadrinhos da Turma da Mônica
Bruno Ribeiro Nascimento

Uma das principais características das produções de Maurício de Sousa é o uso recorrente à metalinguagem. Neste artigo, analisaremos como este recurso narrativo se manifesta de forma criativa nas histórias em quadrinhos da Tuma da Mônica, fazendo com que o processo artístico reflita sobre si mesmo nos comics infantis. Também comentaremos o processo de imitação da realidade nas obras de ficção a partir do conceito clássico de Mimese proposto por Aristóteles, bem como a perda da aura da obra de arte, que trouxe consigo uma mudança de sensibilidade e de percepção, produzindo uma nova consciência de linguagem que dessacraliza o mito da criação e coloca a nu o processo de produção da obra.

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Demolidor e a auto superação
Daniel de Oliveira

O tempo requerido para o “luto” (fase de maior sofrimento) e a maneira de ajudá-lo depende muito das circunstâncias da perda, o significado desta para a pessoa, seu modo particular de lidar com situações de crise, apoio disponível no seu meio familiar e social, como a comunidade onde vive encara esta perda, suas próprias crenças e outros aspectos.
A recuperação de uma perda significativa leva de alguns meses a dois anos e, mesmo aí, alguns aspectos podem continuar não muito bem resolvidos.
Mas, além da tristeza, as situações dolorosas podem fazer com que descubramos em nós mesmos forças antes desconhecidas, faz com que repensemos nossas vidas e nossos valores, passando a perceber o que realmente é importante e o que é supérfluo, e podem nos transformar em pessoas mais ricas espiritual e emocionalmente.

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A linguagem dos quadrinhos de Flavio Colin
Alberto Ricardo Pessoa

O objetivo deste artigo é apresentar uma análise crítica acerca da representação gráfica não verbal que Flavio Colin estabeleceu nas histórias em quadrinhos. A arte de Flavio Colin é considera por autores como Laerte Coutinho, Mozart Couto, Rodolfo Zalla e Júlio Shimamoto como uma das mais inovadoras do universo das histórias em quadrinhos. Sua obra vem sendo reeditada e com isso novas gerações estão tendo acesso a seu trabalho, entretanto é de suma importância novos estudos de análise para a reiteração da importância deste artista sequencial, que é ainda pouco conhecido pelo grande público consumidor de histórias em quadrinhos. A estrutura do presente estudo consiste em introduzir ao leitor três fases de Flávio Colin: A primeira consiste na produção de histórias em quadrinhos realizadas para Editora Outubro, de Miguel Penteado e Jayme Cortez, entre 1959 e 1963; a produção de Colin de 1978, que possui como relevância o marco de sua volta aos quadrinhos depois de um longo período na publicidade; e a última história produzida por Colin em 2002 com a consolidação de uma estética visual que iria traduzir o escopo artístico do quadrinista.

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Superman: o ícone e o mito
Aderson Gomes & Dickson Tavares

Personagem das histórias em quadrinhos, o Superman ou Super-homem é, de longe, o ícone do ideal humano de perfeição. Ao longo de mais de sete décadas seu significado se incorporou na cultura popular global, é o mito moderno do homem ideal, do campeão da paz e herói universal. Neste ensaio, abordaremos a jornada do herói, o Superman, aos olhos de Joseph Campbell.

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Resenha - Biocyberdrama Saga
Elydio dos Santos Neto

Edgar Silveira Franco é mineiro de Ituiutaba e é Arquiteto (UnB), Mestre em Multimeios (Unicamp), Doutor em Artes (USP), Pós-doutor em Arte e Tecnologia (UnB), Músico, Desenhista de Quadrinhos, Fanzineiro, Performer, Pesquisador e Orientador de Teses e Dissertações no PPG em Arte e Cultura Visual da Universidade Federal de Goiás. Dono de uma criatividade inquieta e muito produtiva, assim como pesquisador com grande capacidade de reflexão sobre o drama humano, criou a partir dessas suas vivências e experiências um universo futurístico denominado por ele de aurora pós-humana na qual se desenrola BioCyberDrama Saga.

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Edição completa em pdf: imaginario-2


Imaginário! 2 - Paraíba, julho de 2012
P
ublicação do Grupo de Pesquisa em História em Quadrinhos - GPHQ, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal da Paraíba.

Editor: Henrique Magalhães
Editoração: H. Magalhães, sobre projeto gráfico de Alex de Souza
Ilustração da capa: Paloma Diniz

Conselho editorial

Alberto Pessoa (UFPB); Elydio dos Santos Neto (UFPB); Gazy Andraus (UNIMESP); Henrique Magalhães (UFPB); Marcelo Bolshaw Gomes (UFRN); Marcos Nicolau (UFPB); Paulo Ramos (UNIFESP); Roberto Elísio dos Santos (USCS/SP)

Os textos não assinados são de autoria do editor. As colaborações em textos, ilustrações e quadrinhos são propriedade e responsabilidade dos autores.

Colaboram nesta edição: Alberto Ricardo Pessoa, Anderson Gomes, Bruno Ribeiro Nascimento,
Daniel de Oliveira, Dickson Tavares, Elydio dos Santos Neto, Lucio Luiz, Paloma Diniz

Atenção: As imagens usadas neste trabalho o são para efeito de estudo, de acordo com o artigo 46 da lei 9610, sendo garantida a propriedade das mesmas aos seus criadores ou detentores de direitos autorais.