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Artlectos e Pós-Humanos

Artlectos e Pós-Humanos, nº 5
Edgar Franco
João Pessoa: Marca de Fantasia, março 2011. N. 5, 32p. 14x20cm. R$8,00.
ISSN 1984-6665

A magia dos quadrinhos poético-filosóficos

Os quadrinhos são permeáveis à influência de várias expressões artísticas, visto que em sua essência é a fusão da literatura com as artes visuais, gerando um original meio de comunicação e arte. Nessa perspectiva, a poesia não poderia ser desconsiderada na produção das histórias em quadrinhos, apesar destas serem mais conhecidas pelo apelo fácil da narrativa linear e objetiva, tão cara aos meios de comunicação de massa e aos produtos voltados meramente ao entretenimento.

Em meados da década de 1990 tomava fôlego no Brasil uma nova expressão dos quadrinhos, misturando texto poético e de pretensões filosóficas com uma arte visual mais livre e subjetiva, uma escrita gráfica intuitiva e personalíssima. Os quadrinhos poético-filosóficos, como ficaram conhecidos, passaram a circular em inúmeros fanzines e álbuns, editados pelos próprios autores e na revista Tyli-Tyli-Mandala, produzida pela editora Marca de Fantasia. Constitui o núcleo duro dessa produção os quadrinistas Flávio Calazans, Gazy Andraus e Edgar Franco, cada um trazendo ao público estupefato algo de inusitado no universo dos quadrinhos.

Com a força e o incômodo do que é novo, esses autores foram desenvolvendo seu trabalho, firmando-se como quadrinistas com inserções no mercado editorial e com o aprofundamento de suas pesquisas, estabelecendo-se no universo acadêmico. Edgar Franco continua como um dos principais produtores dos quadrinhos poéticos, se não o que desenvolveu o trabalho mais consistente e persistente. Sua criatividade motivou a realização de Mestrado e Doutorado explorando as novas possibilidades gráficas e textuais dos quadrinhos e criando o que denominou de HQtrônicas – as HQ eletrônicas, ultrapassando o limite físico do papel e perscrutando os meandros do meio virtual, sem, contudo, abandonar o meio impresso.

A revista Artlectos e Pos-Humanos chega ao número 5 reafirmando a cosmogonia poética de Edgar Franco. Dentro do universo desse gênero de História em Quadrinhos, que tem uma expressiva vertente brasileira a diferenciar-se em substância e estética de outros quadrinhos, o trabalho de Edgar vai além da auto-reflexão existencial própria ao tema.

Sem dúvida, o mergulho na pesquisa acadêmica e a imbricação das possibilidades experimentais da arte com a informática e a cibernética fazem do trabalho de Edgar uma expressão absolutamente original, unindo texto poético, por vezes surreal, um trabalho gráfico magnífico, com a narrativa dos quadrinhos.

Henrique Magalhães

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