Se Toque: uma revista Alternativa
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Se Toque: uma revista Alternativa
Henrique Magalhães & Sandra Albuquerque
Série Veredas nº 16.
João Pessoa: Marca de Fantasia: 2010. 70p. pdf.
ISBN 978-85-7999-013-7.
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A década de 1980 foi um celeiro para projetos culturais, novas ideias e experimentações. Na política, vivia-se o clima de mudanças, com o relaxamento da repressão militar e a propagação das causas dos grupos de minoria.
Se a imprensa alternativa sofria seu refluxo no aspecto de contestação ao regime político, novas tendências começavam a tomar forma. Uma imprensa setorizada irrompia com força, enfocando os mais diversos aspectos da vida e da cultura. Os fanzines ganharam projeção e se firmaram como veículos “democráticos” (cada leitor poderia ter o seu) e as revistas independentes brotavam nos mais recônditos recantos do país.
Foi movida por essa onda que surgiu em João Pessoa a revista Se Toque , de crítica e informação cultural. Se Toque pretendia suprir as brechas do jornalismo cultural da cidade, muito mal trabalhado pelos diários locais. De início, o duplo desafio: provar que a cidade possuía uma agitação cultural digna de um veículo informativo e enfrentar a luta de produzir uma revista semanal fora do esquema “oficial”.
A Se Toque circulou por 32 números, gerou polêmicas, criou casos, veiculou inúmeros eventos culturais, abriu espaço para a crítica e o debate. Além desses feitos até surpreendentes para uma pequena revista independente, a Se Toque mobilizou estudantes, jornalistas e intelectuais que contribuíram, sem dúvida, para um momento muito singular de nossa imprensa.
É para traçar a trajetória dessa revista que Sandra Albuquerque apresenta um ensaio descrevendo os principais aspectos que nortearam sua edição. Num estudo complementar, o editor Henrique Magalhães traça os meandros dos conflitos e resoluções que definiram a Se Toque como uma revista “alternativa”.
H. Magalhães |