Editor: Henrique Magalhães
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Janeiro de 2017
Marca de Fantasia em ação - 2016

A cada ano, ao realizar o balanço editorial, faço a firme promessa de reduzir a produção no sentido de dar-lhe um ritmo compatível com o processo de manufatura das publicações, realizado até agora de forma solitária. A finalização de cada título segue um percurso longo e meticuloso, que vai da revisão dos originais à criação da capa, editoração, impressão, montagem e costura dos cadernos, colagem dos cadernos e da capa, até o refilamento, ou corte.

Completando o processo, temos a divulgação no sítio da editora, a criação do volante a ser enviado aos leitores e o anúncio no fanzine QI, de Edgard Guimarães. Levando-se em conta as tiragens progressivas de 10 exemplares, para cada novo título três ou quatro estão se esgotando e é preciso fazer nova tiragem, que segue em parte o mesmo processo de produção.

Nesse ritmo, se a meta fosse fazer 12 títulos ao ano já seria uma boa produção, mas, mais uma vez me surpreendo com a quantidade de lançamentos da Marca de Fantasia, que em 2016 chegou a 29 edições entre publicações impressas e digitais. Portanto, não dá para fazer promessa, mas ainda assim desejo reduzir a produção e me dedicar um pouco mais a cada novo título a ser lançado.

A destacar, a tendência dos lançamentos no formato digital. Dos 29 títulos, 17 foram realizados nesse formato e só 12 foram impressos, com predominância dos livros teóricos sobre os quadrinhos. Algumas publicações tiveram os dois formatos, como a revista Maria Magazine e o fanzine Top! Top! A maior parte teve apenas edição digital, como a revista imaginário!, do Grupo de Pesquisa em História em Quadrinhos da UFPB. Outros saíram como nova versão de anterior edição impressa.

    

Esta é uma tendência que se confirma e que tem dado mais agilidade à produção, pois “queima” várias etapas no processo editorial. Esse recurso serve também para facilitar a circulação, resolvendo o problema comum às edições impressas, que dependem dos serviços nem sempre eficientes e cada vez mais caros dos Correios. Muitos dos livros digitais têm circulação gratuita, outros são vendidos por preço simbólico, cumprindo, dessa forma, o objetivo da editora, que é fazer circular o conhecimento produzido no meio acadêmico e dar visibilidade aos novos autores de quadrinhos.

Na rubrica “Livros”, lançou-se O discurso dos ursos: outros modos de ser da homoafetividade, de JJ Domingos (terceira edição, digital); Práticas discursivas contemporâneas – 1: corpo, memória e subjetividade, de JJ Domingos, Edileide Godoi, Eliza Freitas, Emmanuele Monteiro, Regina Baracuhy, Tânia Pereira (segunda edição, digital); Universos sci-fi audiovisuais: estudos narrativos transmídia II, de Marcelo Bolshaw (digital); Academia não é amarelinha, de Henrique Magalhães (digital); Tiras livres: um novo gênero dos quadrinhos, de Paulo Ramos (segunda edição, digital); Charlie Hebdo em cenário de secularização e escatologia moderna, de Fabio Mourilhe (impresso); Pensadores visionários - design onde há design: discussões e recorrências com a fotografia, de Taísa Roberta Ferreira Bernardino (digital).

      

Ainda, O livro digital como processo hipermidiático, de Filipe Carvalho de Almeida (digital); Maria strip... arrepiando na saia, de Nadja Carvalho (impresso mais segunda edição, digital); Homens nordestinos em cena: relações/tensões de masculinidades em As Velhas, de Lourdes Ramalho, de João Dantas Filho (segunda edição, impressa); O roteiro nas Histórias em Quadrinhos, de Gian Danton (segunda edição, digital); Eu sou Maria: humor e crítica nos quadrinhos paraibanos, de Regina Behar (impresso mais segunda edição, digital); e A mutação radical dos fanzines, de Henrique Magalhães (segunda edição, digital).

      

A rubrica “Álbuns” contou com Primas, de Alberto Pessoa (segunda edição, impressa); Amores plurais: quadrinhos e homossexualidade, de Henrique Magalhães (org.) (segunda edição, digital); When a man loves a woman, de Cátia Ana (impresso); Katita: o preconceito é um dragão, de Anita Costa Prado e ilustrações de Ronaldo Mendes (terceira edição, digital); Luzardo: o humor gráfico de Luzardo Alves, de Luzardo Alves (terceira edição, digital).

A rubrica “Revistas” trouxe o fanzine Top! Top! n. 27, com Maurício Pestana, editor: Henrique Magalhães (impresso e digital); Artlectos e Pós-humanos n. 10, de Edgar Franco (impressa); Maria Magazine n. 7, de Henrique Magalhães (impressa e digital); Maria Magazine n. 8, de Henrique Magalhães (impressa e digital); imaginário! n. 10, editor Henrique Magalhães (digital); e imaginário! n. 11, editor Henrique Magalhães (digital).

    

Considere-se, ainda, que a editora não se restringe ao campo da edição, mas que também desenvolve o trabalho de difusão de seu catálogo e seu projeto editorial em eventos de várias naturezas no país e no exterior. Em janeiro esteve presente no Festival International de BD d’Angoulême na seleção oficial do prêmio de publicações alternativas com a revista Maria Magazine, como tem sido habitual há alguns anos; em maio a editora foi destaque no Festival Internacional de BD de Beja, Portugal, com exposição da personagem Maria, palestra e lançamento do álbum Seu nome próprio... Maria! Seu apelido, Lisboa!, de minha autoria, lançado pela editora portuguesa Polvo com a participação da Marca de Fantasia.

Em agosto, representada pelo editor, a Marca de Fantasia participou do evento Quadrinhos Intuados, 2º Encontro Regional sobre Histórias em Quadrinhos, na Fundação Espaço Cultural da Paraíba, com a mesa redonda “Quadrinhos na Academia”; em outubro foi a vez de estar na Bit.Week 2016, realizada no Departamento de Mídias Digitais da UFPB, onde participamos da mesa redonda “Amores plurais: discussão da representação de gênero e sexualidade nas produções midiáticas”, com exposição de pranchas do álbum homônimo; ainda em outubro, o Festival Internacional de Banda Desenhada de Amadora, Portugal, concedeu o prêmio de melhor álbum de tiras humorísticas a Seu nome próprio... Maria! Seu apelido, Lisboa!; finalmente, em novembro participei como convidado do 6o Colóquio Filosofia e Quadrinhos, realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRJ, com palestras sobre a personagem Maria, Fanzine e a editora Marca de Fantasia.

Este longo mas prazeroso percurso demonstra o quanto a Marca de Fantasia está inserida no meio independente, com lançamentos diversos sobre Quadrinhos, Artes Visuais, Linguística e Cultura Pop, bem como na academia, participando dos debates que ratificam o meio. Esse é um trabalho que não deve parar e que deve se guiar pela confluência de forças em prol das artes, como o tem feito os autores que participam de forma engajada deste projeto.

Henrique Magalhães, janeiro de 2017.