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Polarizações do jornalismo cultural

Polarizações do jornalismo cultural
Marina Magalhães
Série Veredas, 7.
João Pessoa: Marca de Fantasia, 2008. 80p. 13x19cm. R$12,00.
ISBN 978-85-87018-85-4

O Jornalismo Cultural propõe um recorte nos aspectos que formam nosso acervo cultural, não só em nossos costumes e tradições, mas nas manifestações artísticas, como artes plásticas, literatura, música, dança, cinema, teatro, sendo influenciado ou não pelos formadores de opinião e jornalistas culturais.

É através desse jornalismo especializado dos veículos de comunicação de massa - rádio, jornal impresso, revista, televisão e internet – que tomamos conhecimento do que está sendo lançado ou produzido no meio artístico, assim como temos acesso, com algum aprofundamento, às reflexões sobre os movimentos culturais, aspectos históricos e suas características.

As matérias são capazes de influenciar diretamente esse público, e podem determinar se o filme ovacionado será um sucesso de bilheteria, se o livro criticado ficará encalhado nas estantes das livrarias ou se os discos lançados serão abandonados nas prateleiras das lojas.

Em Polarizações do Jornalismo Cultural, Marina Magalhães assegura que diante de tamanha importância na relação com o leitor e de um poder de influência através de argumentos, o jornalismo cultural ainda é um instrumento essencial para a fomentação da cena cultural.

Contudo, o fazer jornalístico especializado em cultura vem apresentando uma série de dicotomias que prejudicam o cumprimento de seu papel, fazendo-o cair na superficialidade ou no eruditismo, perder o equilíbrio entre matérias sobre assuntos internacionais e locais, ou ainda errar a dosagem de temas considerados de “elite” e dos mais populares.

O interesse de Marina pelo Jornalismo Cultural concentra-se nos desdobramentos dessas polarizações, para entender os pontos críticos que permeiam seu papel na contemporaneidade. O tema é motivo de discussão por profissionais, acadêmicos e graduandos em todo o país.

As amostras para nossa pesquisa foram recolhidas dos jornais O Norte, Jornal da Paraíba e Correio da Paraíba, periódicos de maior circulação em João Pessoa. Ao longo deste trabalho são apresentados um pouco da história dos jornais citados, que publicam cadernos culturais diariamente, motivo também pelo qual foram escolhidos. O objetivo da pesquisa é produzir uma análise comparativa entre os cadernos culturais dos três jornais selecionados.

Trata-se de um tema de grande relevância para a sociedade brasileira por refletir o papel do Jornalismo Cultural, sua contribuição ao longo dos anos e seus pontos críticos nos dias atuais. O trabalho propõe uma reflexão, sobretudo no meio acadêmico, para que seja revista a forma de fazer esse jornalismo, fomentando uma discussão ampla e mais elaborada sobre este processo produtivo e suas implicações sociais.

A partir das matérias coletadas comprovou-se, com algumas exceções, o império da agenda cultural no jornalismo local. Contudo, em algumas passagens, nota-se que os jornalistas conseguiram ir além do serviço de informação ao leitor, oferecendo elementos críticos, contextualizações históricas e sócias, provocando reflexões sobre o assunto. Porém, ainda há muito o que ser revisto para evitar as polarizações clássicas do jornalismo cultural, que começam com a escolha do assunto, passam pela forma de abordagem e terminam na reação do leitor.

Para Marina, o importante não é apontar culpados, sejam eles os salários injustos, as redações reduzidas a poucos funcionários, as políticas empresarias dos proprietários dos veículos de comunicação ou os próprios jornalistas. Fundamental mesmo é achar soluções, alternativas para reverter esse quadro. A mais eficaz delas está na construção do profissional, que tanto pode ser de forma individual, buscando qualificação para se tornar um mediador entre a cultura e o leitor, ou através dos cursos de Comunicação Social Brasil afora, que poderiam ensinar Jornalismo Cultural como uma disciplina à parte, tendo em vista o fascínio causado nos alunos e a grande demanda do público.

“Quaisquer que sejam os caminhos é imprescindível que o Jornalismo Cultural recupere o seu papel provocador de levar a sociedade a refletir, estimulando uma nova leitura das manifestações artísticas abordadas. Despertar a ação do leitor para interpretar a cultura como um todo é um passo à frente para a conscientização da população quanto à importância de questionar outros aspectos da sociedade. Aspectos estes que, na maior parte das vezes, estão expressos nas próprias produções de cultura e arte”, reforça Marina Magalhães.

H. Magalhães

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