O rebuliço apaixonante dos fanzines aborda a história dos fanzines desde sua origem, no final da década de 1920 nos Estados Unidos, mas estuda particularmente a produção brasileira, de 1965 até o final da década de 1980.

 

O rebuliço apaixonante dos fanzines


Henrique Magalhães
3ed. impressa. João Pessoa: Marca de Fantasia, 2013. 128p. 13x19cm.
ISBN 978-85-7999-077-9

4ed. digital. João Pessoa: Marca de Fantasia, 2013, 142p.
ISBN 978-85-67732-00-8

A história dos fanzines no Brasil tem servido de tema para vários estudos acadêmicos, notadamente a partir da primeira obra publicada no país, O que é fanzine, para a Coleção Primeiros Passos da editora Brasiliense, em 1993. O autor, Henrique Magalhães, se encarregou de dar sequência aos estudos sobre essas publicações amadoras, lançando por sua editora, a Marca de Fantasia, várias edições que complementam aquela da Brasiliense.

Saíram, O rebuliço apaixonante dos fanzines, em 2003; A nova onda dos fanzines, em 2004; A mutação radical dos fanzine, em 2005. O rebuliço apaixonante dos fanzines teve também uma edição digital, em 2011 e outra impressa, revista e ampliada, em 2013. A edição que se lança em 2014 é a quarta, adaptando a edição de 2013 para o formato digital.

O rebuliço apaixonante dos fanzines é baseado da dissertação de Mestrado de Henrique Magalhães, defendida em 1990 na Escola de Comunicação e Artes da USP, São Paulo. O texto aborda a história dos fanzines desde sua origem, no final da década de 1920 nos Estados Unidos, mas estuda particularmente a produção brasileira, desde 1965 até o final da década de 1980.

A história dos fanzines no Brasil começa com dois boletins editados simultaneamente em 1965, O Cobra, da I Convenção de Ficção Científica, realizada em São Paulo e Ficção, este dedicado aos quadrinhos e editado em Piracicaba por Edson Rontani. Além de definir o termo fanzine, o livro classifica esses magazines em vários gêneros, como fanzines de música, literários, de cinema, além de quadrinhos, estes merecendo uma atenção especial do autor.

Por fanzine, entende-se as publicações amadoras, sem fins lucrativos, feitos muitas vezes de forma artesanal (com colagens, impressos em mimeógrafos ou fotocópias). São editados quase sempre em pequenas tiragens e servem para a expressão livre de seus editores a respeito de qualquer arte ou hobby. No Brasil, a maioria é feita por indivíduos, que mantêm entre si um forte intercâmbio de publicações e informações, criando uma verdadeira rede de comunicação e estreitando os laços de amizades. Os fanzines servem para a crítica das publicações do mercado, para o lançamento de novos autores e para as experimentações gráficas.

Além da história dos fanzines, Henrique descreve seus momentos de esplendor e crise, até a incansável busca de perspectivas e saídas para a produção. A introdução do livro faz uma reflexão teórica sobre imprensa alternativa e as publicações reflexivas do mercado. Traz ainda informações sobre o processo de produção dos fanzines e a descrição de dois fanzines-chave para esse gênero de publicação: Quadrix, de Worney A. de Souza, e O Grupo Juvenil, fanzine de nostalgia dos quadrinhos editado por Jorge Barwinkel.

Apesar de o trabalho ter o recorte temporal até o final da década de 1980, o livro aponta as tendências que se confirmariam no decorrer da década seguinte, como a retomada da produção e o aperfeiçoamento técnico com a disseminação da informática. Por seu pioneirismo, O rebuliço apaixonante dos fanzines continua como livro básico para vários trabalhos acadêmicos em cursos de graduação e pós-graduação em universidades de todo o país. HM


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O inventor do fanzine: um perfil de Edson Rontani
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112p. 13x20. R$25,00.
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Marca de Fantasia
Janeiro de 2018

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