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Abril de 2017


O rebuliço apaixonante dos fanzines

O rebuliço apaixonante dos fanzines
Henrique Magalhães
Série Quiosque, 27, 3a. ed.
João Pessoa: Marca de Fantasia: 2013. 128p. 13x19cm.
ISBN 978-85-7999-077-9

Edição impressa: R$25,00
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O rebuliço apaixonante dos fanzines é uma adaptação da dissertação de Mestrado de Henrique Magalhães, defendida em 1990 na Escola de Comunicação e Artes da USP, São Paulo. O texto aborda a história dos fanzines desde sua origem, no final da década de 1920 nos Estados Unidos, mas estuda prioritariamente a produção brasileira, desde 1965, quando iniciou-se, até o final da década de 1980.

A história dos fanzines no Brasil começa com dois boletins editados simultaneamente em 1965, O Cobra, da I Convenção de Ficção Científica, realizada em São Paulo e Ficção, este dedicado aos quadrinhos e editado em Piracicaba por Edson Rontani. Além de definir o termo fanzine, o livro classifica esses magazines em vários gêneros, como fanzines de música, literários, de cinema, além de quadrinhos, estes merecendo uma atenção especial do autor.

Por fanzine, entende-se as publicações amadoras, sem fins lucrativos, feitos muitas vezes de forma artesanal (com colagens, impressos em mimeógrafos ou fotocópias). São editados quase sempre em pequenas tiragens e servem para a expressão livre de seus editores a respeito de qualquer arte ou hobby. No Brasil, a maioria é feita por indivíduos, que mantêm entre si um forte intercâmbio de publicações e informações, criando uma verdadeira rede de comunicação e estreitando os laços de amizades. Os fanzines servem para a crítica das publicações do mercado, para o lançamento de novos autores e para as experimentações gráficas.

Além da história dos fanzines, Henrique descreve seus momentos de esplendor e crise, até a incansável busca de perspectivas e saídas para a produção. A introdução do livro faz uma reflexão teórica sobre imprensa alternativa e as publicações reflexivas do mercado. Traz ainda informações sobre o processo de produção dos fanzines e a descrição de dois fanzines-chave para esse gênero de publicação: Quadrix, de Worney A. de Souza, e O Grupo Juvenil, fanzine de nostalgia dos quadrinhos editado por Jorge Barwinkel.

Apesar de o trabalho ter o recorte temporal até o final da década de 1980, aponta as tendências que se confirmariam no decorrer da década seguinte, como a retomada da produção e o aperfeiçoamento técnico com a disseminação da informática.

Parte desse livro foi editado em 1993 pela editora Brasiliense, na coleção Primeiros Passos, com o título O que é fanzine. Em 2003 a Marca de Fantasia lançou O rebuliço apaixonante dos fanzines, com o texto completo da dissertação, enriquecendo-o com ilustrações. Tanto a edição da Brasiliense quanto a da Marca de Fantasia tiveram grande acolhida do público, formado principalmente por estudantes de Comunicação Social. Esgotadas essas edições, em 2011 saiu a versão digital do livro, que agora é retomado em edição impressa, com ampla revisão e reformulação estrutural.

H. Magalhães

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