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O rebuliço apaixonante dos fanzines

O rebuliço apaixonante dos fanzines
Henrique Magalhães
Série Quiosque, 27.
João Pessoa: Marca de Fantasia. 2011. 165p. Ebook em pdf. R$5,00.
ISBN 978-85-7999-033-5
Amostra

Um passeio pela história dos fanzines

Em 1990 os fanzines finalmente chegavam à academia. Esta era a constatação meio entusiasmada, meio surpresa da banca de defesa da dissertação de Mestrado de Henrique Magalhães, que ocorria na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. A surpresa devia-se ao fato de essas publicações marginais ganharem o status de objeto de estudo, ou seja, de importância cultural e sociológica. O entusiasmo foi a saudação ao resgate de uma história tão rica quanto diversificada, tão efêmera quanto dispersa como a dos fanzines, que ganhava um estudo sistemático a analisar sua história e seus métodos de produção, além de lhes traçar uma definição.

Esse trabalho chegou ao público pela primeira vez em 1993 com o título O que é fanzine, pela editora Brasiliense, na coleção Primeiros Passos, no entanto, apenas uma parte da dissertação foi contemplada, a que traça o histórico dos fanzines. Em 2003 a Marca de Fantasia lançou o texto completo, com a fundamentação teórica sobre publicações alternativas, como fora concebido para o Mestrado. Esta nova edição, bastante ilustrada, valorizando a riqueza iconográfica dos fanzines, teve o apoio da lei de incentivo à cultura de João Pessoa e foi co-editada pela Editora Universitária da UFPB.

Tanto a edição da Brasiliense quanto a da Marca de Fantasia tiveram grande acolhida do público, formado principalmente por estudantes de Comunicação Social. Essas duas edições serviram de base para novas pesquisas sobre os fanzines, com as mais diversas abordagens. O próprio autor deu sequência a seus estudos sobre o tema, ampliando o universo de estudo à produção dos fanzines da década de 1990 e à experimentação de suas novas linguagens e suportes. Estes estudos resultaram nos livros A nova onda dos fanzines e A mutação radical dos fanzines, lançados pela Marca de Fantasia em 2004 e 2005.

Estando a edição impressa de O rebuliço apaixonante dos fanzines esgotada, a edição digital do livro acaba de ser lançada, dando continuidade de acesso aos pesquisadores desse campo de investigação. A edição eletrônica facilita a circulação do livro, que passa a contar com ferramentas de navegação e ilustrações em cores. Estas são contribuições complementares para quem deseja ter conhecimento ampliado da produção de fanzines.

O livro

O rebuliço apaixonante dos fanzines é uma adaptação do texto do Mestrado, que aborda a história dos fanzines desde seu início, na década de 1930, nos Estados Unidos, até a produção brasileira da década de 1980. O trabalho faz essa panorâmica, mas sem pretender um estudo aprofundado, visto que os registros da história dessas publicações são muito raros e incompletos. O trabalho concentra-se, mesmo, ha história dos fanzines de quadrinhos no Brasil, que teve sua primeira publicação em Piracicaba em 1965, sob o comando de Edson Rontani. Este fanzine pioneiro chamou-se Ficção, e era o boletim do Intercâmbio Ciência-Ficção Alex Raymond. Nessa época ainda nem se conhecia no país o termo fanzine, que só passou a ser usado de forma corrente no final da década seguinte.

Além de definir o termo fanzine, o livro classifica esses magazines em vários gêneros, como fanzines de música, literários, de cinema, além de quadrinhos, estes merecendo uma atenção especial do autor. Inserido no meio da produção – Henrique editava há anos suas revistas alternativas e seus próprios fanzines – o autor sentiu-se à vontade para dialogar com os editores de várias partes do país. A produção de fanzine é fluídica, pulsa e vibra em qualquer recanto que tenha um mimeógrafo ou uma fotocopiadora.

Por fanzine, entende-se as publicações amadoras, sem fins lucrativos, feitos muitas vezes de forma artesanal (com colagens, impressos em mimeógrafos ou fotocópias). São editados quase sempre em pequenas tiragens e servem para a expressão livre de seus editores a respeito de qualquer arte ou hobby. No Brasil, a maioria é feita por indivíduos, que mantêm entre si um forte intercâmbio de publicações e informações, criando uma verdadeira teia de comunicação e estreitando os laços de amizades. Os fanzines servem para a crítica das publicações do mercado, para o lançamento de novos autores e para as experimentações gráficas.

Além da história dos fanzines, que Henrique descreve em seus vários momentos de esplendor e crise, até a incansável busca de perspectivas e saídas para a produção, o livro traz uma introdução que dá um referencial teórico à pesquisa, com a definição de imprensa alternativa. Por outro lado, os apêndices trazem o processo de produção dos fanzines e uma descrição de dois fanzines-chave para esse gênero de publicação: Quadrix, de Worney A. de Souza, e O Grupo Juvenil, fanzine de nostalgia dos quadrinhos editado por Jorge Barwinkel.

A pesquisa de Henrique chega até 1990, quando foi concluído o Mestrado. Mas ele aponta para as novas tendências que se confirmariam no decorrer da década seguinte, como a retomada da produção e o aperfeiçoamento técnico com a disseminação da informática. No entanto, pela importância das mudanças que viriam e pelo espaço alcançado pelos fanzines, o autor preferiu deixar essa história para uma outra publicação, onde pode se dedicar mais atentamente ao seu estudo.

   Mais ensaios da série Quiosque pela Marca de Fantasia
História em Quadrinhos: essa desconhecida arte popular
Thierry Groensteen
2004. 50p. 12x18cm.
O autor propõe uma pedagogia para os quadrinhos.
Fanzine
Edgard Guimarães
2005. 64p. 12x18cm.
Um dos mais atuantes editores independentes do país expõe o processo de criação dos fanzines.
História em Quadrinhos e Arquitetura
Edgar Franco
2a. ed. 2012. 90p. Ebook em pdf.
Ensaio que trata da interseção dessas duas artes.
Miracleman: um outro mito ariano
Márcio Salerno
2004. 64p. 12x18cm.
Análise sobre o personagem baseada nos conceitos de Nietzsche.
A nova onda dos fanzines
Henrique Magalhães
2004. 84p. 12x18cm.
A história dos fanzines e publicações independentes no Brasil.




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