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Procurando Nemo e o Monomito

Procurando Nemo e o Monomito
Raoni Xavier
Série Quiosque, 25.
João Pessoa: Marca de Fantasia, 2011. 46p. Ebook (pdf). R$5,00.
ISBN 978-85-7999-022-9
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Antes mesmo da invenção da escrita, histórias eram contadas e transmitidas de geração para geração. Hoje existem muitas linguagens das quais podemos lançar mão para contar histórias, e entre elas o cinema de animação destaca-se pela reconstrução de símbolos universais.

Nos primeiros anos de seu desenvolvimento, na falta de um modelo artístico definido, a animação afirmou-se como arte e entretenimento explorando “gags” e efeitos visuais em filmes de curta duração, apresentados em espetáculos de variedades. Apenas no final da década de 1920 o Estúdio Disney experimentou contar histórias mais estruturadas, ampliando seu potencial expressivo e conquistando um público mais vasto.

Nessa fase, passou a ser comum a adaptação de contos de fadas, estratégia aperfeiçoada com grande êxito já no primeiro longa-metragem, o filme Branca de Neve e os Sete Anões, de 1937. Uma parte do sucesso dessas adaptações se devia à universalidade dos elementos simbólicos contidos nesses contos.

O pesquisador americano de mitologia e religião comparada Joseph Campbell, apoiado nos estudos de Carl Jung e Sigmund Freud, estudou os símbolos universais contidos nos mitos de diversas culturas. Muitos narradores modernos, entre eles os animadores, utilizam-se dos estudos de Campbell como forma de aperfeiçoar a relação entre suas histórias e o público.

Para o autor, no livro “O Herói de Mil Faces, uma das maiores preocupações de Campbell foi mostrar que todos esses elementos mágicos e eventos misteriosos que aparecem nos mitos são na verdade símbolos para representar os mistérios das profundezas inexploradas do nosso inconsciente. Portanto, na história de Nemo, o mar aberto não é apenas o lugar inóspito e cheio de perigos onde acontece a aventura. Num plano metafórico, ele é o lugar que possibilitará a transformação da vida psicológica e da relação entre Nemo e Marlim, algo que dificilmente aconteceria na calmaria do recife. Ou seja, a jornada do herói, antes de tudo, é uma jornada de autoconhecimento”.

O objetivo deste artigo é utilizar essas teorias para analisar o filme de animação Procurando Nemo, dos estúdios Pixar, buscando identificar onde se escondem esses símbolos universais, e como eles contribuem para que a história conquiste a empatia do público.

HM, sobre texto de Raoni Xavier
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