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Setembro de 2017


Academia não é amarelinha
Academia não é amarelinha
Henrique Magalhães
Série Quiosque, 46.
Paraíba: Marca de Fantasia, 2016. 80p. Edição digital: Academia
ISBN 978-85-67732-63-3

Edição impressa
2a ed. 2017. 72p. R$ 15,00.
ISBN 978-85-67732-77-0




A vida acadêmica não começa nem termina nos bancos da Universidade, mas não se pode negar a importância que esta tem para a abertura da mente e consolidação dos valores éticos e criativos dos jovens, além da própria formação profissional. Para quem escolheu a carreira acadêmica – o ensino, a pesquisa e a extensão –, como atividade laboral, a Universidade perpassa boa parte da vida, numa contínua aprendizagem e disseminação de conhecimento.

Quando já se percorreu quase todas as etapas da vida acadêmica, a possibilidade de dar o último passo na carreira profissional e chegar à categoria de “Titular” se faz um desafio não meramente burocrático, mas uma ótima oportunidade para promover a autoavaliação, o olhar vertical e, por que não, crítico de uma vida dedicada ao saber. Entre a tese acadêmica, que sempre faz parte de nossa lida cotidiana e o memorial, preferi debruçar-me neste, não porque pareça uma tarefa fácil, que não é, mas pela oportunidade de compartilhar, de forma organizada e em perspectiva, o quanto a Universidade me proporcionou de lastro e motor para uma produção pedagógica, artística e cultural que, com humildade, pode ter contribuído para a formação de um bom punhado de jovens nos meus 30 anos de vida acadêmica.

A candidatura ao nível de “Titular” constitui-se, portanto, numa etapa decisiva de minha carreira na Universidade, fase em que a pretensa maturidade intelectual ganha contornos de magnitude, embora sempre incompleta; a visão crítica se mostra mais aguçada, a cobrança pessoal se torna impositiva no encalço da eficácia do ensino, do maior alcance dos projetos de extensão, da pesquisa qualitativa. Com este memorial pretendo fazer o balanço que demonstre as etapas que tornaram esse percurso possível e que não se esgota aqui.

Não por sorte ou mero acaso, consegui aliar o gosto pessoal nos estudos, a produção artística e o ensino, trazendo para os bancos da Academia os processos criativos e investigativos que se fizeram essenciais na construção de uma personalidade que se propunha inteira em suas intenções e atos. Esse entrelaçamento mostrou-se absolutamente eficaz ao dedicar-me, por exemplo, ao ensino de disciplinas como "Laboratório de Pequenos Meios", "Comunicação Dirigida", "Editoração" e "Fanzines e HQtrônicas", em que minha vivência no meio e o domínio dos processos de produção puderam ser demonstrados em uma pedagogia movida pelo prazer.

Henrique Magalhães


Academia não é amarelinha - Henrique Magalhães

Que Henrique é a maior referência nacional sobre os estudos dos zines é novidade pra ninguém. Falar em zine é levar junto o seu nome.

Porém, o que poucos desconhecem é o percurso acadêmico que Magalhães que começou lá a década de 70. Mas não pense que nesse meio-tempo ele ficou enfurnado em salas de universidade ou enjaulado em bibliotecas: também participou de movimento sociais (lembrando que nessa época vivíamos uma ditadura), dirigiu filmes e ainda criou umas das personagens mais interessantes dos quadrinhos brasileiro: Maria.

Henrique conta sua passagem pela faculdade de Arquitetura, que precisou abandonar pra seguir o Jornalismo (que também o fez recusar um trabalho em um banco), as suas pesquisas sobre quadrinhos que culminou em sua abordagem precursora nos zines.
Enfim, é um resumo de uma vida acadêmica de resistência, vontade, mão na massa e amor.
Uma história apaixonante!

Márcio Sno
Postado no Facebook em 11 de dezembro de 2016
https://www.facebook.com/profile.php?id=100000209461342

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