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Raul Seixas e a modernidade: uma viagem na contramão
Raul Seixas e a modernidade: uma viagem na contramão
Sonielson Juvino Silva
João Pessoa: Marca de Fantasia, 2004. 132p. 13x19cm. R$25,00.
ISBN 85-87018-40-X.

Sempre provocante, a obra de Raul Seixas continua muito popular, conseguindo atrair novas gerações com sua mensagem irreverente e por vezes transcendental. A editora Marca de Fantasia, voltada para a cultura pop e as histórias em quadrinhos, traz a público mais uma obra ligada à música popular: Raul Seixas e a modernidade: uma viagem na contramão, de Sonielson Juvino Silva.

Para Sonielson, a ideia inicial deste trabalho surgiu da percepção de que Raul Seixas, mesmo morto, não só permanecia no imaginário musical brasileiro como até conseguia adquirir novos admiradores. A formatação original seria a publicação de pequenos ensaios em jornais, cada um com, no máximo, uma página. Porém, à medida que as pesquisas avançaram, as discussões tornaram-se mais amplas e os ensaios foram ficando maiores, convertendo-se em capítulos, e, estes, no livro.

A originalidade do trabalho de Sonielson está na abordagem. Geralmente, os livros sobre cantores no país restringem-se a apresentar estudos biográficos, antologias, entrevistas etc. Por outro lado, temos também obras apologéticas de fãs ardorosos. Sonielson parte para uma análise mais elaborada e, ao mesmo tempo, mais isenta do fenômeno Raul Seixas, abrindo possibilidades de debates sobre o legado do “maluco beleza”.

Apesar de o texto de Sonielson ser bem fundamentado, com um rico manancial de citações e referências, ele ressalta que não se trata de uma obra com rigor acadêmico. Nas Notas de rodapé encontram-se, eventualmente, informações adicionais sobre os assuntos vistos a cada parágrafo dos textos.

A obra está dividida em capítulos curtos e de fácil leitura, que podem ser lidos isoladamente. Contudo, a sequência apresentada no livro segue a cronologia da vida do cantor. Somente algumas músicas, notadamente dos LPs Krig-há, bandolo e Gita, foram tratadas isoladamente, devido à importância que tiveram na carreira do cantor. O penúltimo capítulo faz uma abordagem vertical das capas dos discos de Raul, perpassando por toda a sua carreira artística.

Sonielson conclui que o caráter não-moderno da obra de Raul Seixas deslocou a sua obra do tempo em que viveu, tornando-a de fácil aceitação em qualquer época; não a identificando com um movimento histórico específico, e possibilitando a sua permanência até os dias de hoje.

H. Magalhães

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