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Fanzine: autoria, subjetividade e invenção de si

Fanzine: autoria, subjetividade e invenção de si
Cellina Muniz (org.)
Fortaleza: Edições UFC
2010. 140p. 11,5x20,5cm. R$25,00.
www.editora.ufc.br
editora@ufc.br

Fenômeno apreciável da Comunicação Dirigida, os fanzines são, para muitos, absolutamente desconhecidos. Em parte, essa falta de conhecimento sobre os fanzines se dá pela sua pequena dimensão, com tiragens quase confidenciais. Mas, deve-se também ao fato de que, fora do meio onde circula – os círculos de aficionados – os fanzines ainda são desprezados como objeto de estudo em vários ambientes do meio acadêmico.

Apesar de ter um aumentado o interesse de estudantes de Graduação e Pós-Graduação em Comunicação sobre o diversificado universo dos fanzines, o tema carece ainda de uma ampla difusão pelo mercado editorial. A exceção fica por conta da publicação em 1993, pela editora Brasiliense, do título O que é fanzine, de Henrique Magalhães, na coleção Primeiros Passos. Levando-se em conta que esse livro está esgotado há anos, os pesquisadores interessados nos fanzines contam, apenas, com os próprios fanzines e com os títulos da editora independente Marca de Fantasia: O rebuliço apaixonante dos fanzines , A nova onda dos fanzines, A mutação radical dos fanzines , todos de Magalhães; e Fanzine, de Edgard Guimarães.

Esses livros são a base para o estudo sobre os fanzines, mas estão longe de contemplar a multiplicidade que o tema engloba. Por certo essa totalidade, além de ser impossível alcançar, não era a intenção dos autores pioneiros na abordagem desse peculiar gênero editorial. Desse modo, é mais que oportuna a publicação do livro Fanzine: autoria, subjetividade e invenção de si, organizado por Cellina Muniz e publicado pela Universidade Federal do Ceará.

O livro dirigido por Cellina foi lançado em 2010, na Coleção Diálogos Intempestivos, nº 76. É uma obra de 140 páginas destinada principalmente ao meio acadêmico, com a participação de autores que têm nos fanzines seu objeto de estudo, quando não são também protagonistas da produção de fanzines. Além da apresentação, por José Geraldo Vasconcelos e Cellina Rodrigues Muniz, a própria Cellina assina o artigo “Na desordem da palavra: fanzines e a escrita de si”.

O veterano fanzineiro e pesquisador Gazy Andraus participa, juntamente com Elydio dos Santos Neto, com o texto “Dos zines aos biograficzines: compartilhar narrativas de vida e formação com imagens, criatividade e autoria”. Tiago Régis de Lima e Lucinda Lobo Miranda apresentam “Subjetividades de papel”. Everton Moraes faz uma abordagem sobre “A escrita como guerra: ética e subjetivação nos fanzines punk ”.

“Ressonâncias no meio do caminho e/ou no caminho do meio: a poética infame dos fanzines” é o tema enfocado por Demetrios Gomes Galvão; já Ioneide Santos do Nascimento apresenta o artigo “Da marginalidade à sala de aula: o fanzine como artefato cultural, educativo e pedagógico”. Há ainda a participação de Fernanda Meireles, que faz um relato esclarecedor sobre sua atuação na produção de fanzines e difusão dessa proposta cultural, com “Zines em Fortaleza (1996-2009)”.

Exceto o depoimento reflexivo de Fernanda, os outros trabalhos são oriundos da própria academia, como artigos acadêmicos e resumos de dissertações e teses, o que demonstra que ao menos em certa esfera os fanzines têm tido a merecida atenção. Outro ponto digno de realce é a polissemia dos temas abordados, ampliando significativamente o enfoque dos estudos pioneiros, quase sempre voltados para os fanzines de História em Quadrinhos.

O livro Fanzines: autoria, subjetividade e invenção de si é portanto, altamente recomendável, pela divulgação de estudos de pesquisadores de reconhecida produção acadêmica, pela abertura de novos campos de investigação no universo dos fanzines e por ser imprescindível para a fundamentação teórica de novos estudos.

Henrique Magalhães. 03/04/11
   Mais estudos sobre fanzines e quadrinhos pela Marca de Fantasia
A mutação radical dos fanzines
Henrique Magalhães
2005. 72p. 12x18cm.
Os fanzines e as mídias eletrônicas (rádio, vídeo, fita cassete, internet e cd-rom).
O rebuliço apaixonante dos fanzines
Henrique Magalhães
Nº 27, 2011. 165p. Ebook em pdf. R$5,00.
A trajetória dos fanzine no Brasil.
O que é História em Quadrinhos Brasileira
Edgard Guimarães (org). 2005. 92p. 12x18cm. Artigos de Marat, Cesar Silva, G. Andraus, Edgar Franco, Edgard Guimarães e H. Magalhães.
Quadrinhos & outros bichos
Wellington Srbek
2006. 76p. 12x18cm.
Análise sobre os quadrinhos e outras produções da Indústria Cultural.
Estudos sobre História em Quadrinhos
Edgard Guimarães
2010. 169p. Ebook em pdf.
Artigos sobre a linguagem dos quadrinhos.




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