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Maria: espirituosa há 30 anos

Maria: espirituosa há 30 anos
Henrique Magalhães
João Pessoa: Marca de Fantasia, 2005. 84p. 14x20cm. R$12,00.
ISBN 85-87018-51-5

Há três décadas a personagem Maria fez sua primeira aparição na imprensa paraibana, nos jornais diários e suplementos. Em seguida, ganhou sua própria revista independente, circulou nos fanzines, livros e álbuns. Tanta longevidade é algo raro para os quadrinhos brasileiros, que sofrem com o descaso do mercado editorial.

O percurso de criação de Maria não foi, de todo modo, tranquilo. Sua produção foi permeada por sobressaltos, por períodos de inércia forçada, de quase esquecimento provocado pelo desinteresse e falta de sensibilidade dos editores dos jornais e pela extrema limitação do meio independente.

Os 30 anos da personagem não poderiam transcorrer num momento menos crítico. Há quase uma década nenhuma tira de Maria é publicada nos jornais diários paraibanos, onde por muitos anos teve presença garantida, conquistando uma legião de leitores e admiradores de sua história de luta e crítica bem humorada.

Nesse período de oclusão, para manter viva sua memória, foi editado em 1998, pela Marca de Fantasia, o álbum Maria: olhai os lírios do campo, reunindo as tiras da fase de produção mais recente. Lançou-se também duas edições da revista Maria Magazine, em 2001 e 2003, reunindo não só as tiras da personagem, mas também o trabalho de vários autores que circulam nos fanzines.

Maria surgiu no bojo da cultura alternativa, cultura de resistência a um contexto político de exceção. Sua fonte de inspiração foi a efervescência política e social do país, que lhe deu um caráter político semelhante à charge, no início de sua criação. As primeiras tiras da personagem traziam o grito contra o cerceamento político e intelectual, mas também a crítica às desigualdades sociais e aos costumes conservadores arraigados.

Com a publicação diária nos jornais paraibanos, Maria pôde ser aprimorada no aspecto gráfico e na concepção do humor, passando dos fatos políticos imediatos ao humor intemporal, da contestação política explícita às contradições da política do quotidiano. Essa transformação no perfil da personagem foi também um reflexo das mudanças no país, com a Abertura política e a redemocratização. Nesse novo ambiente, que teve seu ápice no início da década de 1980, novas questões políticas e sociais viriam à tona. Outras políticas se tornariam o enfoque favorito de Maria, como a luta das minorias por afirmação, a solidão nos centros urbanos, os preconceitos diversos. Maria tornou-se uma personagem em mutação, tendo como fio condutor a inquietação frente aos valores estabelecidos.

Se o momento não é tão favorável a comemorações, no entanto devemos nos render a um fator que não pode ser menosprezado. Num país tão renitente em esquecer suas crias, em apagar suas memórias, ter-se uma personagem de quadrinhos com tanta resistência e permanência na memória afetiva dos leitores é algo surpreendente e merecedor de homenagens. Este livro de Maria, mais que uma homenagem e retrospectiva emotiva, aponta para a retomada da criação da personagem em livros e revistas próprios.

H. Magalhães

   Mais álbuns de cartuns e quadrinhos pela Marca de Fantasia
Maria: olhai os lírios no campo
Henrique Magalhães
1998. 52p. 19x26cm.

Tiras sobre os conflitos do quotidiano e luta das minorias.
Vidas solitárias 
Marcelo Marat e Emanuel Thomaz
2005. 56p. 14x20cm.
Adaptação em quadrinhos dos contos de José Salles.
Más humor
Sergio Más.
2004. 52p. 14x20cm.

O humor de um dos mais expressivos cartunistas argentinos.
Riscos no tempo
José Audaci Junior.
2006. 80p. 14x20cm.

Reportagem em quadrinhos sobre a HQ paraibana.
O humor gráfico de Luzardo Alves  
Luzardo Alves
2ª ed. 2003. 52p. 14x20cm.
Cartuns e HQ publicados em O Cruzeiro e jornais paraibanos.




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